lundi 8 novembre 2010

# 240


estava frio lá fora. deixei que as últimas pingas de chuva caíssem no chão para ir lá fora apanhar ar. abri a porta e uma corrente de ar cortou a minha pele. os sinais de inverno mesmo a minha porta. dei dois paços em frente e olhei em meu redor. estava escuro. as pequenas luzes das casas a mais de cem metros da minha iluminavam a noite. olhei para cima e vi a lua e as estrelas. uma paz tremenda. mas tinha aquele peso, um aperto no coração. deitei-me no chão molhado. não queria saber se ficava doente ou não , precisava de algo para me acalmar. tirei o isqueiro do meu bolso e brinquei com ele. brinquei tanto que o meu dedo comecou a doer. não me importei. concentrei toda a minha dor no meu dedo e não no meu coração. já não sentia o dedo. o isqueiro ficou sem gás. e agora? passando segundos voltei a sentir algo a apertar-me o coração. senti os meus olhos a arderem e a encherem-se se lágrimas. lutei para não chorar e não derramei nem uma lágirma.voltei a pegar no isqueiro e foi aí que me veio a cabeça uma ideia briliante. levantei-me, sorri e voltei para dentro toda molhada.
a minha mãe viu me naquele estado e perguntou-me o que se tinha passado. eu respondi-lhe: sabes, uma vez disseram-me que a cabeça foi feita acima do coração por uma razão foi. e hoje, cheguei a uma conclusão.
amanhã vou por a TEORIA EM PRATICA .

1 commentaire:

Aniinhas a dit...

que texto tão forte e profundo, adorei o fim *.*